Rise Of The Tomb Raider – Crítica

Rise Of The Tomb Raider é um jogo maravilhoso para quem aprecia quebra-cabeças. O até então exclusivo do Xbox, apresentou várias mudanças em relação a seu precursor.

Protagonizado pela exploradora: Lara Croft, Tomb Raider converte enigmas em aventuras perigosas e emocionantes, as quais proporciona, ao jogador, uma convulsão de adrenalina. No mesmo, o jogador consegue controlar o equilíbrio entre a história e a jogabilidade, que se adapta conforme as escolhas feitas por ele.

O entrecho é composto por diálogos rápidos e práticos, que dão mais eficiência as cutscenes tornando-as interessantes e freando a ansiedade que – muitas vezes – é a motivadora por aquele pequeno ato de ignorar as mesmas.
Na história, Lara segue os passos de seu pai atrás de um tesouro que beneficia a imortalidade, essa busca se passa em diferentes lugares (principalmente na Sibéria) e é formada por diversas incógnitas. Essas podem alterar a duração da campanha de Rise Of The Tomb Raider, afinal o jogador tem inúmeros lugares para explorar fato que, é compatível tanto para os excepcionais desbravadores quanto aos jogadores mais impacientes que buscam diretamente o desfecho da trama, sem se preocupar com alguns bônus.

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Sobre a jogabilidade, apenas elogios. A Crystal Dynamic contrapesou os diferentes ambientes em que a trama se passa, atribuindo a estes objeções às quais usufruem do jogador: inteligência, diligência e principalmente concentração. Saltando de montanhas, ora escalá-las, ou nadando em tumbas submersas, o controle sobre Lara é preciso e satisfatório; em combate, o tempo fica mais devagar dando ao jogador maiores e melhores chances de fazer um belíssimo headshot.
Tendo como foco a exploração, Rise Of The Tomb Raider da total liberdade para a heroína explorar (ou não) as ruínas, acampamentos entre outras áreas em que a história se desenvolve. Algo que merece uma atenção especial é o curioso modo em que o jogador consegue aprender outras línguas (dentre elas, o Grego antigo) no decorrer da campanha; enquanto Lara vasculha as tumbas e ruínas, a mesma procura entender todos os símbolos em seu caminho na busca de solucionar o mistério, circunstância sutil, mas de significativo peso.

Como diz o ditado “ninguém é perfeito”, a desenvolvedora do jogo entregou o game com alguns bugs, que – supostamente – passaram despercebidos pela Microsoft. Esses erros na programação têm classes distintas, alguns são apenas falhas entre a protagonista e o cenário, outros interferem no deslocamento da mesma. Sendo de conhecimento da Microsoft ou não, esses bugs têm a obrigação de serem corrigidos em uma atualização que não pode demorar, afinal isso seria sinônimo de irresponsabilidade do estúdio.
Outra falha, porém dessa vez brasileira, foi a dublagem. As vozes dos dubladores não convergem com os intérpretes americanos, ocorrência que próprio às desvalorizou.

Mas voltando aos pontos positivos do jogo, Rise Of The Tomb Raider possui um dos mais belos cenários já vistos na história dos vídeos games. A cada passo, Lara se deparar com paisagens deslumbrantes, variando entre: montanhas que são castigadas pelo Sol, ruínas de castelos históricos, cachoeiras congeladas, cavernas misteriosas, dentre várias outras miragens as quais são proporcionadas pelos excelentes gráficos. O mais interessante foi ver como a Crystal Dynamic tratou os detalhes históricos do cenário com minuciosidade; a produtora expôs as características da Arte Românica tanto na arquitetura do ambiente quanto nas pinturas que podiam ser exploradas pela exploradora, também teve cuidado nas vestimentas dos cadáveres e nos utensílios abandonados nos locais.

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Rise Of The Tomb Raider possibilita uma aventura que seduz a todos com mistérios bem desenvolvidos e uma história cativante. O jogo está disponível para Xbox One e Xbox 360, chegando ao PC no início do ano que vem e para o Playstation 4 no final de 2016.

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