Shadowhunters – Crítica – O INÍCIO DE UMA GRANDE SÉRIE!

Shadowhunters traz uma nova e mais fiel visão para Os Instrumentos Mortais, destruindo aquela péssima ideia que a adaptação da saga literária nos cinemas deixou. Esta saga foi escrita por Cassandra Clare durante 2010 e 2014.

A série conta a história de Clary Fray (Katherine McNamara), que ao completar 18 anos, tem sua vida virada de cabeça para baixo quando ela presencia um assassinato e sua mãe (Jocelyn Fray) é sequestrada, revelando verdades ocultas sobre seu passado. Com o decorrer dos episódios, Clary descobre que o assassino é Jace Wayland (Dominic Sherwood) e que ele é um Shadowhunter, um caçador que protege os mundanos dos vários demônios existentes. A garota também esclarece a identidade do sequestrador: Valentine (Alan Van Sprang), seu pai biológico.

O sucesso do seriado – o qual é exibido semanalmente na Netflix, igual Better Call Saul – está totalmente relacionado ao fator tempo. Como o próprio Alberto Rosende (ator que interpreta o melhor amigo de Clary: Simon Lewis) disse em uma entrevista ao site brasileiro Omelete, os livros são muito extensos para serem resumidos em apenas uma hora e meia de filme. Sabendo disso, a série teve uma liberdade criativa muito maior, não comprometendo a história e dando uma maior e melhor experiência.

Outro fato muito interessante foi ver como a série deu destaque aos coadjuvantes. Isso permitiu ao publico descobrir detalhes sobre a vida da protagonista contados por outro ponto de vista. O passado de Clary em relação aos seus pais foi muito bem explanado usando flashbacks entre Jocelyn (Maxim Roy) e Luke Garroway (Isaiah Mustafa); Alec Lightwood e Isabelle Lightwood foram outros dois pontos muito fortes da série, sendo praticamente opostos, Alec (Matthew Daddario) resolve seus problemas com seriedade enquanto Isabelle (Emeraude Toubia) usa todas sua sensualidade para fazer o mesmo. Sendo um dos alívios cômicos da série, a jornada de Simon, entre um nerd que toca violão a um vampiro diplomático, foi muito bem desenvolvida balanceando as participações de Camille Belcourt (Kaitlyn Leeb) e Raphael Santiago (David Castro), sem mencionar sua amizade com Clary que teve uma essência pura e bela.

A série vai evoluindo durante seus treze episódios, tanto de forma técnica quanto seu enredo. Nota-se que as coreografias das lutas melhoraram e a cada minuto uma surpresa acontece, principalmente quando Magnus Bane (Harry Shum Jr.) entra em cena. Com um talento inigualável, Harry conseguiu traduzir as virtudes do mágico de uma forma sincera e atrativa, quebrando padrões homofóbicos e proporcionando-nos ótimas gargalhadas.

Sobre os efeitos especiais, houve algumas falhas no desenvolvimento dos mesmos.  Muitas vezes fracos, os efeitos deixaram a desejar, contudo notou-se uma pequena melhoria quando comparado os episódios iniciais com os finais. Mas voltando aos pontos positivos, a trilha sonora é simplesmente perfeita! Ruelle conseguiu adaptar a ideia dos best-sellers em músicas que, quando tocadas, faziam o espectador adentrar profundamente o mundo de Shadowhunters.

A série já teve sua segunda temporada confirmada, indicando uma recepção positiva dos fãs.”

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