X-Men: Apocalypse, o recomeço da franquia!?

“Todos sabem que a franquia X-Men possui uma ordem cronológica complexa e difícil de entender, contudo X-Men: Apocalypse pode ser o início de uma série de filmes coerentes que tratariam de sagas importantes dos mutantes.

  Por mais que o novo filme tenha vários erros, Bryan Singer conseguiu introduzir a nova equipe de jovens mutantes de uma forma direta e prática. Como muitos deles já apareceram em outros filmes, ou são bem populares, os roteiristas tiveram mais tempo para focarem na trama e não precisaram contar – detalhadamente – toda a origem dos personagens.  Outro ponto positivo foi o fato de que nesse filme, a equipe ainda está se descobrindo e cada mutante ainda precisa aprender a controlar seus poderes com responsabilidade, como acontece em X-Men: Primeira Classe. O entrosamento entre eles também foi interessante; vê-los como adolescentes que, por mais que precisam salvar o mundo, devem se divertir, foi uma experiência agradável. Um exemplo disso foi ver o início da relação afetiva entre o Ciclope (Tye Sheridan) e a Jean Grey (Sophie Turner), tanto como amigos quanto heróis.

   Se a Fox mantivesse um padrão mais pop, dando liberdade para uniformes extravagantes e problemas da adolescência, e continuasse com ótimos fanservices, X-Men poderia se tornar o novo ‘Vingadores’ do cinema. Óbvio que para isso, a Fox necessita urgentemente estabelecer uma cronologia na qual pode desenvolver seus personagens com tranquilidade e uni-los a seus outros dois heróis que possuem filmes individuais: Deadpool e Wolwerine. ‘Ah, mas o Wolwerine está sempre nos filmes dos X-Men!’ Sim, contudo seus filmes solos foram bem afastados da mitologia do grupo, a qual foi citada como se fosse easter eggs. O novo filme dos mutantes pode ser a porta de entrada para grandes sagas, das quais muitas referências foram deixadas.

  Um ponto desagradável nessa longa, o qual antagoniza alguns argumentos acima, foi que: por mais que os personagens eram jovens e suas histórias estavam sendo contadas por outro ponto de vista, alguns dos mutantes tiveram um arco apressado, que podia ter sido mais contido para ser mais bem explorado em futuros filmes. Exemplos disso são: a saga da Fênix Negra, cujas menções foram, algumas vezes, muito exageradas; aquele pequeno e redundante episódio que acontece no meio do filme e muda drasticamente a personalidade e os pensamentos dos personagens, transformando-os radicalmente; a falta de uma evolução em alguns pontos da trama para o enquadramento dos fatos; dentre outros. Outro fator que necessita ser melhorado são as lutas! Bryan Singer é um gênio criando cenas de ação localizadas, nas quais ele explora fortemente os poderes de um mutante (um exemplo disso é a cena do Noturno [Alan Cumming] na Casa Branca em X-Men 2), porém quando falamos de dinâmica em grupo, o diretor falha.

  Para finalizar os pontos ruins que não podem participar do futuro da franquia, a Fox deve decidir se quer a Mística ou a Jennifer Lawrence em seus filmes. A personagem, que teve maior foco nos filmes anteriores, acabou se tornando fútil nesse longa, cuja visibilidade era para estampar a atriz, e não o papel.

 Concluindo, X-Men: Apocalypse foi SIM um prelúdio do que a Fox – corretamente – pode fazer para seus mutantes terem o devido prestígio nos cinemas. Evitar arcos curtos; cenas de lutas isoladas; falso protagonismo e focar em relações cotidianas dos heróis; estabelecer uma equipe e heróis durante as sequências; manter as piadas e continuar fazendo analogias entre mutantes e as sociedades atuais.”

Confira o trailer:

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