CCXP: Vivendo a experiência da Comic Con

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Preciso começar este texto dizendo que nunca antes havia participado de um evento voltado para nós, público nerd, do porte da CCXP.  Fui a uma ou duas feirinhas de animes em Santos e em Campinas, mas nada comparado ao que vi hoje no meu primeiro dia de Comic Con Experience. E não fiquei decepcionada.

Tudo começa na chegada. Bonecos infláveis gigantes com personagens da animação Hora de Aventura e Apenas um Show são um aviso mais eficiente do que um painel luminoso de que estamos no lugar certo. E, quando a sensação de estar perdido bate, tem Big Hero recepcionando os recém-chegados na entrada do estacionamento. Combo de garantia de coração acelerado e vontade de entrar correndo para saber o que mais a CCXP vai oferecer.

Mas, primeiro, a fila. E é fila que não acaba mais. Voltas e mais voltas no sol e depois dentro do galpão. Paulistanos, cariocas, Gokus, Martys McFlys, Jakes, Finns, jedis, jovens, crianças, idosos, adultos. Todos juntos no mesmo universo, a torre de Babel sendo reerguida enquanto todos falam a mesma língua. Uma ou outra namorada reclama enquanto caminha, mas o sentimento geral é de expectativa. Todo mundo ali já esperava por isso. Parece que estamos todos em um jogo, dando o melhor de nós para ultrapassar os obstáculos e passar a próxima fase.

Quando o Estágio 1 – Fila está completo, andamos rápido em direção à entrada. Quase correndo. E a primeira visão que temos é uma armadura dourada em escala de 1:1 do cavaleiro de Leão. A armadura divina do cavaleiro de Leão de um projeto ainda em desenvolvimento. Como fã de Cavaleiros do Zodíaco, confesso que fui atraída como que por um imã para lá apesar de tudo mais que tinha em volta. Todos os cavaleiros de todas as sagas estavam lá. Todos os meus companheiros de infância, adolescência e vida adulta. E em cenários simplesmente geniais. E lá, ainda sou arrebatada por uma outra armadura de ouro de Leão. Outra em escala 1:1. A mais tradicional. Linda de ver.

Apesar de todo encantamento com todos aqueles cavaleiros, devo dizer que achei no mínimo curioso que não ter visto o Batman logo ali na frente. Afinal, a CCXP fez uma homenagem aos 75 anos do Batman. E foi difícil achar. Estava mais ao fundo, sem o merecido destaque. E até entendo que CDZ tem um apelo muito maior no Brasil do que o Batman, mas não era o que eu esperava. Quando consegui chegar ao stand de exibição do Batman, porém, não fiquei decepcionada. Só o carro em tamanho real já valeu por tudo.

Ao longo dos corredores abarrotados de gente, vimos o tão falado trono do Game of Thrones, a Máquina do Mistério, o sofá do Central Perk. Inúmeros stands vendendo jogos, bonequinhos, camisetas – inclusive o da Liga Nerd (não deixem de visitar!). Do outro lado, artistas nacionais cheios de talento expunham trabalhos, faziam desenhos ali na hora. Uma oportunidade de ouro para trabalhos igualmente dourados e brilhantes. Pude presenciar inúmeros eventos acontecendo. Jogos entre equipes, visita de famosos, lutas entre cosplayers, joguinhos de dança, entrevistas, um ou outro painel

Mas, como nem tudo é coisa boa, a  decepção do dia ficou por conta do tão esperado painel da Marvel, a grande estrela da CCXP, que não apresentou novidades aos fãs ávidos. Não foi ruim, mas não foi bom. Uma pena.

E aqui, só para constar, devo acrescentar um parabéns à organização do evento. Funcionários e voluntários estavam não só bem informados como bem humorados. Apesar das filas causadas pelo número gigantesco de pessoas, tudo funcionou bem.

E que venha o quarto e último dia da Comic Con Experience!

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