Guardiões da Galáxia e do universo cinematográfico

Guardiões da Galáxia poster nacional“Guardiões da Galáxia”, dirigido por James Gunn, é o que promete e mais. Muito mais. Engraçado, cativante, com roteiro sem furos, personagens completos, boa trilha sonora e sem exageros. São duas horas que passam despercebidas e deixam um gostinho de quero mais.

O longa, baseado em uma HQ homônima, conta a história do mercenário mulherengo Peter Quill (Chriss Pratt), que se vê perseguido pelos capangas de Ronan, O Acusador (Lee Pace) após roubar um artefato de extremo poder. Nesta fuga, junta-se a Quill um grupo de renegados alienígenas: a assassina não tão má Gomorra (Zoe Saldanha), o vingativo e literal Drax (Dave Bautista), do guaxinim gênio Rocket (voz de Bradley Cooper) e a árvore humanoide e poderosa Groot (voz de Vin Diesel). E esta união gera atritos, brigas e muitas piadas engraçadas e bem colocadas até nas cenas que deveriam ser dramáticas.

Essa formação dos guardiões é a encarnação moderna do grupo, bem diferente da original, datada de 1969, e um tanto desconectada dos demais títulos do universo Marvel. Integração é a palavra-chave para os guardiões modernos, criados com a premissa de agrupar alguns personagens do plano espacial para explorar esse nicho de histórias. Essa organização também aproximou mais essas personagens do plano terrestre da editora, rendendo a alguns heróis mais tradicionais a chance de combater ameaças cósmicas antes que estas cheguem à Terra. Este é mesmo o caminho que a franquia de filmes parece querer seguir e “Guardiões da Galáxia” reforça esta ideia.

Entre os guardiões, não há um no qual o peso pela qualidade do filme é jogado nos ombros. Todos os cinco dividem este fardo igualmente e se saem muito bem. Mas o destaque é para Rocket e Groot, os dois personagens 100% computação gráfica da trama. Pode-se dizer que eles são o ponto de equilíbrio do grupo e também são os mais cativantes. É impossível não gostar da genialidade e das tiradas irônicas do Rocket ou das expressões e dos gestos infantis e inocentes do Groot. Fora a forte lembrança entre eles e Han Solo e Chewbacca, de Star Wars.

Mas quem rouba a cena mesmo é o walkman do Quill e as músicas pop dos anos 80. Sucessos como “I’m Not in Love” (10 CC), “Hooked on a Feeling” (Blue Swede), “Ain’t No Mountain High Enough” (Marvin Gaye eTammi Terrell) e “Escape – The Piña Colada Song” (Rupert Holmes) recheiam a fita cassete e trazem um clima nostálgico aos apreciadores desta década.

Quem for ao cinema no dia 31 de julho assistirá à estreia de um grande filme. Definitivamente, a Marvel acertou em tudo com “Guardiões da Galáxia”, um dos melhores filmes de super-heróis lançados recentemente. Tem todos os ingredientes necessários para ser um sucesso de bilheteria. E uma dica (se é que há necessidade): não saia em hipótese alguma antes do fim dos créditos.

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